E lá estávamos
Nós sentamos
Numa pedra
Olhando o horizonte
Verde do mato
Que acabara
De receber chuva.
O pôr-do-sol caía
E nós dois ali sentamos
Sentindo o vento
Bater no rosto
Que vento gostoso
De nós dois
Nos sentindo
E olhando
Profundamente
Para o olho um
Do outro...
Era uma busca
Incensante pela
Essência
Do outro...
Pela descoberta
Maravilhosa
Que aquele momento
Nos proporcionava...
Tantas perguntas
E vontades...
É bom quando
Estamos em sintonia
Em mesmo quereres...
Gosto de sorvete
De creme com calda
De caramelo...
Vontade de derramar
Tudo, de me derramar
Diante de ti...
E de te aparar no
Meu colo
Nos meus braços
No meu abraço...
Fraternal e de
Amor bandido!
Carta ao Sincero.

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